Deputada Federal · PT-RS

POR UM BRASIL
FEMINISTA,
ANTIRRACISTA
E SOLIDÁRIO

Reginete Bispo — uma trajetória construída ao lado do povo, nas comunidades e nos movimentos sociais.

Reginete Bispo, deputada federal
Minha História

QUEM SOU EU

Retrato de Reginete Bispo

Sou Reginete Bispo. Sou deputada federal, socióloga, mãe, mulher negra e ativista dos Direitos Humanos. Nasci em Marau (RS), na zona rural, e construí minha trajetória ao lado do povo, nas comunidades, nos movimentos sociais.

Iniciei minha militância na Pastoral da Juventude e na luta pela Reforma Agrária. Desde 1986 sou filiada ao PT e desde 1990 integro o Movimento Negro Unificado (MNU). Fui Consulesa Honorária do Senegal no Rio Grande do Sul e sócia-fundadora do Instituto Akanni — Pesquisa e Assessoria em Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia.

Em 2020 lancei uma candidatura coletiva de cinco mulheres negras à Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Em 2023, assumi meu mandato como deputada federal — uma das três primeiras deputadas negras gaúchas na história da Câmara dos Deputados.

Atuo na defesa dos territórios quilombolas, indígenas e de matriz africana, no combate ao racismo estrutural, na luta contra a fome e pela dignidade das trabalhadoras e trabalhadores.

Manifesto

POR UM BRASIL FEMINISTA, ANTIRRACISTA E SOLIDÁRIO

Reginete BispoPT-RS

Manifesto: Por um Brasil Feminista, Antirracista e Solidário

Nós vivemos em um país que ainda carrega marcas profundas de um passado construído pela escravidão, pela concentração de renda e pela exclusão social. As desigualdades que vemos todos os dias não nasceram por acaso. Elas vêm de séculos em que a população negra, os povos indígenas, as comunidades quilombolas, as mulheres, as periferias e os trabalhadores tiveram seus direitos negados.

Por isso, quando falamos em justiça social, não estamos falando em privilégio. Estamos falando em direitos. Estamos falando de garantir que todas as pessoas tenham acesso à saúde, educação de qualidade, moradia digna, comida na mesa, trabalho justo, cultura, respeito e oportunidade de viver com dignidade.

O racismo também faz parte dessa realidade. E ele não aparece apenas em atitudes individuais. O racismo está presente nas desigualdades do mercado de trabalho, na violência, na falta de oportunidades, na dificuldade de acesso a direitos e na pouca presença de pessoas negras nos espaços de poder. Enfrentar isso exige coragem, compromisso e políticas públicas capazes de combater desigualdades históricas.

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Manifesto: Por um Brasil Feminista, Antirracista e Solidário

É nesse caminho que construímos nossa trajetória. Somos parte de uma caminhada coletiva construída ao lado do povo, nas comunidades, nos movimentos sociais, na luta dos trabalhadores e trabalhadoras, da agricultura familiar, das comunidades quilombolas e da defesa dos direitos humanos.

Nossa atuação política sempre esteve ligada à vida real das pessoas. Sou uma mulher negra, mãe, socióloga e com a liderança forjada nos movimentos sociais. Construímos nossa atuação a partir das bases populares, nas comunidades, nas organizações sindicais, na defesa da agricultura familiar, dos trabalhadores sem-terra, das comunidades quilombolas e na promoção dos direitos humanos como valores universais.

Na Câmara dos Deputados, toda a atuação foi conectada a essas origens. Participei de comissões estratégicas e contribuímos para debates fundamentais sobre saúde, educação, combate às desigualdades e enfrentamento ao racismo estrutural. Tive a honra de relatar a Lei nº 14.759/2023, que transformou o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra em feriado nacional.

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Manifesto: Por um Brasil Feminista, Antirracista e Solidário

Mas essa luta também passa pela cultura. Porque a cultura popular mantém viva a memória, a identidade, a resistência e a esperança do nosso povo. A cultura viva das periferias, das comunidades negras, dos povos tradicionais, das rodas de samba, do hip hop, da capoeira, da arte popular e das manifestações culturais é parte da construção do Brasil que acreditamos.

Nós acreditamos que a presença de mulheres negras na política é fundamental para fortalecer a democracia. Não se trata apenas de representação simbólica. Trata-se de levar para os espaços de decisão as vozes de quem historicamente foi silenciado. Uma democracia forte precisa ter a cara do povo brasileiro.

Se você acredita em justiça social, igualdade de direitos e em uma democracia que represente de verdade o povo brasileiro, venha construir esse caminho conosco. A sua voz, a sua experiência e a sua participação fazem diferença na construção de um Brasil mais digno para todas e todos.

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